FERNANDO LUNA

São Paulo

 
 
 

No seu perfil de LinkedIn, Fernando Luna resume tudo o que faz: "criar e produzir conteúdo desde quando isso era chamado simplesmente de jornalismo." Luna, como é conhecido por aqui, é um de nossos alados e diretor editorial da Editora Globo. Antes foi sócio e diretor da Editora Trip e redator chefe na Abril. A escola é do editorial, e o rigor é o do jornalismo, mas seu olhar para oportunidades e negócios fundamentados em bom conteúdo o trouxe para nossa revoada. Esta semana é a vez de compartilhar um pouco mais do seu jeito de pensar. 


"Existe uma grande diferença entre o que é contemporâneo e o que é atual", ele diz. Zeitgeist. Você já ouviu essa palavra? Ela significa "espírito do tempo", e define o agente ou força invisível que domina as características de uma determinada época na história do mundo. É o ponto de referência que expressa o que veio antes e inspira o que virá pela frente. "Quando você pega o contemporâneo você consegue lidar mais com o sinal do que com o que é ruído", explica. 


Luna nasceu conectado ao contemporâneo e sabe ler muito bem o atual, mas entende que legado é a visão do todo que conseguimos deixar para o mundo. "Aqueles que conseguem de alguma forma capturar de fato o que é o espírito contemporâneo vão ter um entendimento muito melhor sobre como se comunicar. É aí quando a gente se conecta com a transformação real do mundo, a transformação é duradoura." , ele diz. 

Com relação à publicidade, Luna acredita que ninguém mais quer se relacionar com o vazio ou conversar sozinho. Ninguém quer ser impactado por uma marca que pega carona em uma causa. Ninguém aguenta mais o fake, até porque está cada vez mais difícil fingir o que não se é. Estamos interessados em saber qual o lugar no mundo que as marcas ocupam, e estamos aqui para abrir o diálogo. E diálogo não se faz sem diversidade, sem troca e sem acreditar no processo. Quando fala sobre a ASAS, Luna explica como a soma das partes leva cada um dos alados a lugares novos, sempre: 


"O fato da ASAS ter pessoas de nacionalidades, idade, profissões e backgrounds diferentes discutindo o mesmo tema, fez a gente chegar em um lugar que nenhum de nós separados chegaria. Resultados que a gente nunca conseguiria se as disciplinas estivessem separadas". 


O fato de termos mais ângulos, mais pontos de vista, mais luz sobre quase tudo, é sempre benéfico, mesmo quando incomoda. Luna acredita que a ASAS é um campo de experimentação, um espaço que poucas empresas ousam ocupar. "Combinando conteúdo, entretenimento, uma capacidade de ler a transformação do mundo, entender o momento das empresas e conectar as duas coisas.", ele explica. "Eu adoro poder ter a chance de exercitar a dúvida, de usar minha criatividade de forma aplicada."