DANI SCHMITZ

SÃO PAULO

Dani tem mais de 25 anos de experiência em grandes agências, como Publicis, Talent e Guimarães, com grandes clientes como Nestlé GM e Pão de Açúcar. Destes, mais de uma década de vivência foi adquirida como empreendedora. "Nos questionários eu respondo 'publicitária', mas no fundo não é só isso", confessa a nossa alada Dani Schmitz, COO da agência NBS, do grupo Dentsu.

De fato: já faz algum tempo Dani percebeu que o que ela faz é muito mais conteúdo e entretenimento do que publicidade. Mas, se o escopo do trabalho do publicitário mudou, porque seguimos usando esse nome?

"Eu tenho me questionado muito a respeito disso, eu acho que o nome deveria evoluir junto com o mercado. É natural que qualquer profissional experiente caia nessa armadilha do isso-tudo-eu-já-sei", ela diz.

De alguma forma, é como se o nosso software estivesse sendo constantemente atualizado em um hardware velho e cheio de bugs. "Não é um mercado simples, é um formato muito viciado em formatos antigos", ela diz. Para ela, uma das grandes vantagens de fazer parte da ASAS é exatamente essa: descobrir cada vez mais mundos desconhecidos e complementares que a façam mudar de ideia.

"Não são projetos de uma produtora com um bom roteiro, não são ideias que saem de uma criação de agência. São coisas que só podem sair de um coletivo de inteligência como a ASAS".

Para Dani, um bom conteúdo é percebido por quase todos os públicos. Para ela, o grande desafio da publicidade hoje em dia tem sido encontrar estas pessoas nos lugares menos intrusivos e mais disponíveis de suas vidas: "é muito mais difícil do que nunca foi, pois muitas vezes elas não estão naquela hora nem naquele lugar que sempre acreditamos", ela desabafa. Porém graças a tecnologia e a internet, conseguimos segmentar a nossa mensagem de forma massiva e descobrir como interromper cada vez menos e com mais intenção. Segundo ela, se tivermos inteligência para usar as novas ferramentas a nossa disposição, podemos criar canais de conexão entre pessoas e marcas cada vez mais interessantes e poderosos.

Ela enxerga na ASAS um espaço de experimentação e aprendizado, ou um "bicho livre", como ela diz, cada vez mais preparado para um novo momento. "A habilidade que mais desenvolvi aqui dentro foi a criatividade. É lindo poder tocar um instrumento diferente a cada música."